"PINTURAS A ÓLEO" Olga Alves de 15 de Setembro a 6 de Outubro 2011

Sem título, 2008
Óleo sobre linho
118x93 cm (pormenor)

A Pintura como interacção entre a mente e o corpo



O trabalho que a artista Olga Alves tem vindo a desenvolver tem-se afastado das tendências actuais da arte, dominadas pelo artista programador, ou artista historiador/repórter que investiga o passado, planeia a obra e se distancia da sua execução. Nas obras que produz, privilegia a proximidade física e táctil com o suporte, confia na acção do corpo e da mão e nos instrumentos que mais frequentemente utiliza como os fiéis transmissores da intuição, dos pensamentos e dos sentimentos sobre a tela. Neste domínio, não lhe interessa o carácter puramente artesanal da reprodução acrítica de imagens, fotografias ou modelos, mas a interacção entre a mente e o corpo, a obra única como receptáculo das variações do estado de alma, do humor e da sensibilidade.

As obras que Olga Alves tem vindo a produzir podem dividir-se fundamentalmente em dois grupos: no primeiro o espaço da tela é subdividido em segmentos horizontais ou verticais, por vezes com orientações contrárias, onde são legíveis ritmos, contrastes mais ou menos evidentes e entidades cromáticas de fundo/sobre - fundo que criam uma unidade que tende a assimilar as variações da luminosidade ambiente e do contexto; o segundo grupo de obras é formado por uma série de trabalhos que têm uma orientação dominante, geralmente vertical, com contrastes de cor mais subtis que numa observação afastada tendem para o monocromatismo. Numa leitura mais próxima destas obras identificam-se inumeráveis filamentos, com maior ou menor espessura, gerados por diversas camadas de tinta sobreposta que preenchem toda a superfície da tela, e que se encontram dispostos num paralelismo não autoritário que aceita pequenos desvios e irregularidades. Aqui o fundo pode surgir em primeiro plano, quando a tinta aplicada assume um carácter corpóreo e o sobre - fundo pode preencher os espaços mais próximos da superfície da tela - com menor revelo - ou ocupar parcialmente os filamentos de massa mais avançados na direcção do observador. Neste último grupo, as obras são mais topográficas, no sentido da acentuação dos relevos e das depressões da superfície e por isso as texturas são mais ricas.

Em ambos os casos a cor é o factor impulsionador, surgindo de um processo de múltiplas associações que contraria a aplicação directa das tintas a óleo disponíveis no mercado sobre o plano da tela. A afinação da cor utilizada resulta de um processo continuado de experimentação que tende para a aceitação das cores existentes na Natureza que lhe está próxima e a rejeição das cores fortemente contrastantes utilizadas na publicidade e nas embalagens de produtos comerciais que induzem os indivíduos a uma alegria efémera e ao consumo.

As suas obras animam-se a partir de um processo de justaposição/remoção de pigmentos que revela etapas anteriores e convergem para o momento temporal de fixação da estabilidade da obra. Esta estabilidade não corresponde só ao momento definitivo da obra, mas também anuncia que esta se encontra preparada para a interacção com o contexto e com o público.



Arq. Francisco Portugal e Gomes

N O T H I N G N E S S de Láercio Soares, prolongamos até 9 de Agosto 2011, no estúdio

Sem título, 2008
tinta-da-china sobre papel

Sem título, 2008
tinta-da-china sobre papel



Sem título, 2009
tinta-da-china sobre papel


Sem título, 2009
ecoline sobre papel

(in)sustentável leveza, 2008
ecoline sobre papel

CONVITE: N O T H I N G N E S S de Láercio Soares Inauguração 14 de Julho, às 19h00


Laércio Miguel da Silva Soares nasceu a 24 Maio de 1976 na cidade da Horta, ilha do Faial, Açores.
Passou a sua infância e adolescência na freguesia da Calheta de Nesquim, Concelho de Lajes do Pico.
Começou a dedicar-se à pintura em 1996. Nessa altura, mostrou os seus trabalhos em exposições nos concelhos da ilha do Pico, na ilha da Terceira e na ilha de São Miguel.
Nos anos de 2000 a 2003 resolveu dedicar-se com mais rigor à pintura e realizou o Curso de Pintura e Desenho no Ar.co - Centro de Arte e Comunicação Visual em Lisboa.
Em 2003 ingressou no Curso Avançado de Artes Plásticas na mesma Escola, que concluiu em 2005, tendo participado na Exposição colectiva de finalistas. Desde então tem aprofundado o seu trabalho no seu atelier, desenvolvendo a técnica mista em tinta da china e guache sobre papel.

Exposições Individuais

1997 – Escola Básica Integrada de S. Roque do Pico
1998 – Auditório Municipal das Lajes do Pico
2000 – Museu dos Baleeiros Lajes
- Restaurante “Sentado em Pé” – Ponta Delgada
2001 - Clube Parque dos Príncipes - Lisboa
2002 - Universidade de Aveiro (Biblioteca Universitária)
2003 – Universidade de Aveiro (Biblioteca Universitária)
2004 – Galeria da Câmara Municipal das Lajes do Pico
2007 - “RECTIDÃO”, exposição de pintura - Ministério da Justiça Lisboa
2007 - “INTROSPECÇÃO”, exposição de pintura - Ilha do Pico , Açores
2009 - "TERRA QUEIMADA", exposição de pintura - Museu dos Baleeiros, Açores
2010 - "DEPOIS DA TERRA QUEIMADA" - BROWN'S Coffe Shop, Lisboa

Exposições Colectivas

1999/2000 – Festas de S. Roque do Pico “Cais Agosto”
- Semana dos Baleeiros nas Lajes do Pico
- Auditório Municipal nas Lajes do Pico integrado nas Jornadas da Juventude
2000 - II Encontro de Artistas Plásticos – “Praia 2000” na Praia da Vitória
2001 – Museu de Angra do Heroísmo no Prémio de Criação Artística – Pintura “Domingos Rebelo”
2003 – ARCO – Centro de Arte e Comunicação Visual na Exposição de fim do ano.
2006 - Exposição de Bolseiros e Finalistas, Museu da Cidade, Lisboa
2010 - Exposição colectiva na Galeria - MAKALA ( Movimento de Arte e Kultura Luso Africano , Lisboa

"TRABALHOS SOBRE PAPEL" de Paulo Miguel Lopes patente no estúdio até 18 de Junho de 2011

S/título, 2005
tinta-da-china sobre papel
110x70cm
S/título, 2005
tinta-da-china sobre papel
110x70cm


S/título, 2005
tinta-da-china sobre papel
70x110cm


S/título, 2005
tinta-da-china sobre papel
70x110cm

S/título, 2005
tinta-da-china sobre papel
70x110cm


S/título, 2005
tinta-da-china sobre papel
70x110cm


S/título, 2005
Gouache sobre papel
110x70cm

S/título, 2005
Gouache sobre papel
110x70cm












"A imagem da folha de papel vazia, ou melhor, em branco. O papel e mais nada. A cabeça esvazia-se de vozes e figuras que não param de girar. Árdua tarefa. No epicentro desse varimento pode ser que se abra um intervalo, para não fazermos nada, para ficarmos a olhar para a parede em frente, sem palavras, como a grande vaca ruminante.
Os olhos da vaca em frente à folha de papel: ao príncipio era a respiração, depois a claridade da ausência de pistas. Estamos perante um vazio onde fragmentos flutuam, aqui e ali, sem nome nem regra. Se seguirmos um desses fragmentos pode ser que o universo se desequilibre. Vamos levar o desequílibrio até ao fim: pode ser que qualquer coisa apareça. E aparece.
Linhas que formam estruturas, frágeis. Desenhos de linha. A linha que percorre ao comprido o papel e que se liga a outras linhas forma o príncipio de uma estrutura que pode ser muita coisa - nós não sabemos. Sabemos só onde ela se estica e se ergue, onde ela pesa e se desmancha. Sabemos o que nos é dado a ver nos desenhos de Paulo Lopes: a presença de uma grelha esquelética que nunca se dá como um todo e que varia, deformando-se, em cada desenho continuando, repetindo o seu príncipio, para lá dele."

Francisca Carvalho

Inauguração do estúdio com a participação do actor e poeta Manuel Cintra

Foi num ambiente descontraído, com os amigos, artistas e familiares do artista que o estúdio abriu as suas portas.
"Um pequeno grande espaço" referiu o actor e poeta Manuel Cintra ao despedir-se dos presentes após uma performance com que brindou a plateia. Durante a tarde Manuel Cintra presenteou as senhoras com poemas da sua autoria e no final da noite declamou o poema "Paulo", dedicado ao seu amigo Paulo Miguel Lopes.






Manuel Cintra

Manuel Cintra

Paulo Miguel Lopes


Os nossos sinceros agradecimentos à Francisca Carvalho e a Manuel Cintra pelas generosas ofertas.

A exposição "Trabalhos sobre papel" estará patente até ao dia 18 de Junho 2011.

Produção:
Filipa Portela/brevearte
Design gráfico:
Pilar Albuquerque